Fixação Occípito-Cervical com Parafusos e Hastes
Indicações Clínicas: Instabilidade occipitocervical (trauma, tumor, infecção, displasia congenita), descompressão da fossa posterior com risco de instabilidade, fraturas do occipício ou atlas (C1), e síndrome de Chiari com instabilidade.
Variantes da Técnica: Fixação com parafusos occipit# 🔒 Fixação Occípito-Cervical com Parafusos e Hastes
> "Unindo o crânio à coluna cervical, criando uma estrutura única e estável quando a junção craniocervical está comprometida."
📋 O que é?
Cirurgia para estabilizar a transição entre o occipício (osso da nuca) e a coluna cervical superior (geralmente C1-C2 ou até C3-C4). Indicada quando há instabilidade na base do crânio que ameaça a medula espinhal ou tronco encefálico.
É uma fusão grande que sacrifica os movimentos de flexão/extensão e rotação da cabeça, mas preserva a vida e a função neurológica.
🎯 Quando é indicada?
🎗️ Instabilidade occipitocervical por trauma (fraturas do occipício, C1, ligamentos)
🎗️ Descompressão da fossa posterior que cause instabilidade (craniectomia suboccipital extensa)
🎗️ Síndrome de Chiari com instabilidade associada
🎗️ Displasia congênita (assimilação do atlas, occipitalização)
🎗️ Tumor ou infecção destruindo a junção craniocervical
🎗️ Reumatoide com subluxação atlantoaxial superior
🔧 Tipos de abordagem
🔩 Parafusos Occipitais + Hastes Parafusos no osso occipital (parte posterior do crânio) conectados por hastes a parafusos cervicais. Padrão atual.
🪢 Cablos/Cerclagem Occipital Técnicas mais antigas com fios de aço — raramente usadas (instrumentação moderna superior).
🔧 Placas Occipitais Pré-contornadas Placas moldadas ao formato do occipício para distribuir melhor a força.
📍 Fusão Alta (Occipito-C2) vs Baixa (Occipito-C4) Alta preserva mais movimento cervical baixo, mas pode ser instável; baixa é mais estável, mas sacrifica mais mobilidade.
⚙️ Como funciona o procedimento?
1️⃣ Posicionamento: Decúbito ventral, cabeça fixada, fluoroscopia para alinhamento neutro.
2️⃣ Acesso: Incisão longa da nuca até o nível cervical inferior desejado.
3️⃣ Instrumentação Occipital: Parafusos inseridos na parte espessada do occipício (evitando seios venosos).
4️⃣ Instrumentação Cervical: Parafusos em C2 (pedículos), C3, C4 conforme necessário.
5️⃣ Hastes: Barras de titânio conectando occipício à coluna cervical.
6️⃣ Fusão: Enxerto ósseo denso entre o occipício e as vértebras cervicais para consolidação definitiva.
⏱️ Duração: 4 a 6 horas.
🌱 O que esperar da recuperação?
🏥 Internação: 5 a 10 dias (UTI frequentemente necessária).
🦴 Imobilização: Halo ou colar cervical rígido por 3 meses (crucial para sucesso).
📅 Recuperação:
- Repouso absoluto inicial
- Fisioterapia gradual
- Atividades leves: 3 a 6 meses
- Retorno ao trabalho: 6 a 12 meses
- Consolidação: 6 a 12 meses
⚠️ Limitação permanente: Perda significativa da mobilidade da cabeça (não mais pode balançar a cabeça ou virá-la amplamente). O corpo compensa com movimentos oculares e torácicos.
🛡️ Sobre segurança e cuidados especiais
Procedimento de alta complexidade na transição mais delicada do sistema nervoso.
✅ Efeitos temporários:
- Dor intensa na nuca
- Rigidez severa
- Dificuldade para deglutição (se manipulação alta)
- Dificuldade para respirar (se manipulação muito alta — monitoramento em UTI)
✅ Nossa equipe está preparada para:
- Lesão da medula ou tronco encefálico (rara, grave)
- Lesão das artérias vertebrais (prevenção com imagem de navegação)
- Lesão dos nervos occipitais (cefaleia pós-operatória persistente)
- Falha da instrumentação (parafuso no osso occipital pode ter menor aderência)
- Pseudoartrose (não consolidação — rara)
- Síndrome da vertigem pós-cervical (tontura pela perda de propriocepção)
✅ Conversamos previamente sobre:
- Perda permanente e significativa da mobilidade da cabeça (compromisso necessário para estabilidade)
- Adaptações necessárias na vida diária (dirigir com espelhos adequados, mobilidade reduzida)
- Importância absoluta do uso do halo/colar (falhas de consolidação são catastróficas)
⚖️ Tomada de decisão
🔹 Indicação clara em instabilidade documentada com risco de lesão medular ou tronco encefálico
🔹 Cirurgia de grande porte, reservada para casos onde a instabilidade é incompatível com a vida ou função
🔹 Em descompressões da fossa posterior, avaliamos risco de instabilidade pós-operatória para indicar fixação profilática
*🤝 Unimos o crânio à coluna em uma única estrutura estável, sacrificando movimento para preservar a vida. Este conteúdo não substitui a consulta individual onde seu caso específico será discutido em detalhe.*ais e hastes, fixação com cabos/cerclagem occipital, fixação com placas occipitais pré-contornadas, fusão occipito-C2, e fusão occipito-cervical alta vs baixa.
Comparativo de Variantes:
Parafusos vs Cabos:
- Benefícios dos parafusos: Maior estabilidade
- Benefícios dos cabos: Menor risco de lesão dural
Fusão Alta vs Baixa:
- Benefícios da alta: Preservação de mais movimento
- Riscos: Instabilidade residual
O Procedimento: O neurocirurgião fixa o occipício (osso da nuca) às vértebras cervicais (geralmente C1-C2 ou mais baixo) usando parafusos no occipício e parafusos pediculares/massa nas vértebras cervicais. Hastes de titânio conectam os parafusos. Enxerto ósseo promove a fusão.
Benefícios Esperados: Estabilização da junção craniocervical, prevenção de compressão medular, alívio da dor, prevenção de deterioração neurológica.
Riscos e Complicações:
Riscos Gerais: Infecção, sangramento.
Riscos Específicos:* Lesão da medula ou tronco encefálico (rara mas grave), lesão de artérias vertebrais, lesão de nervos occipitais (cefaleia), falha da instrumentação, pseudoartrose, perda significativa de movimento da cabeça.
Cuidados Pós-Operatórios: Halo ou colar cervical rígido por 3 mesos. Fisioterapia. Restrições rigorosas.
Jornada de Recuperação:
- Tempo de Internação: 5 a 10 dias
- Tempo de Recuperação Inicial: 3 a 6 meses
- Tempo de Retorno ao Trabalho: 6 a 12 meses
⚠️ Observação Importante: Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação individualizada em consulta médica.
