🫁 Descompressão Posterior Torácica
> "Abrindo o espaço estreito do tórax onde a medula passa vulnerável, liberando-a da compressão que ameaça a função."
📋 O que é?
Cirurgia para descomprimir a medula espinhal na região torácica (coração das costas), onde o canal espinhal é naturalmente mais estreito e a vascularização mais frágil.
Indicada para estenose torácica severa, tumores epidurais, hérnias discais torácicas centrais ou ossificação do ligamento amarelo (calcificação dos ligamentos).
🎯 Quando é indicada?
🎗️ Mielopatia torácica (disfunção da medula) com marcha espástica
🎗️ Estenose torácica sintomática com sinais de compressão medular
🎗️ Tumor epidural torácico comprimindo a medula
🎗️ Hérnia de disco torácica central (rara, mas perigosa)
🎗️ Ossificação do ligamento amarelo com compressão progressiva
🔧 Tipos de abordagem
🦴 Laminectomia Torácica Remoção completa do arco vertebral torácico. Acesso direto, mas pode causar instabilidade (frequentemente necessita fusão posterior).
🔍 Laminotomia (Parcial) Remoção apenas da parte medial do arco, preservando as facetas articulares (mais complexa, preserva estabilidade).
🩻 Costotransversectomia Remoção da cabeça da costela adjacente + processo transverso da vértebra. Acesso lateral à medula sem manipulação direta, ideal para hérnias laterais ou tumores.
🌉 Via Lateral Extra-Cavitária Acesso pelo lado do tórax sem abrir a cavidade pleural (espaço entre costelas).
⚖️ Com Fusão Necessária em 30-50% dos casos devido à instabilidade potencial da coluna torácica.
⚙️ Como funciona o procedimento?
1️⃣ Posicionamento: Decúbito ventral (deitado de bruços) ou lateral, com cuidados para pressão abdominal (afeta sangramento).
2️⃣ Acesso: Incisão posterior ao longo da coluna torácica.
3️⃣ Descompressão: Remoção do arco vertebral (laminectomia) ou acesso lateral (costotransversectomia) para remover o que comprime a medula.
4️⃣ Proteção: A medula torácica é vascularizada por uma única artéria radicular maior (de Adamkiewicz) — identificamos e protegemos cuidadosamente.
5️⃣ Estabilização: Se necessário, colocação de parafusos e hastes para fusão.
⏱️ Duração: 3 a 5 horas.
🌱 O que esperar da recuperação?
🏥 Internação: 3 a 7 dias.
🫁 Cuidados respiratórios: Incentivo respiratório importante (costelas próximas à incisão).
📅 Recuperação:
- Fisioterapia precoce para fortalecimento
- Atividades leves: 4 a 8 semanas
- Retorno ao trabalho: 2 a 4 meses
- Consolidação (se fusão): 6 a 12 meses
⚠️ Instabilidade: Se não houver fusão, evitamos flexão e rotação forçadas por meses.
🛡️ Sobre segurança e cuidados especiais
A região torácica é a mais desafiadora da coluna devido à vascularização frágil.
✅ Efeitos temporários:
- Dor torácica local significativa
- Rigidez da coluna
- Desconforto respiratório leve
✅ Nossa equipe está preparada para:
- Lesão da medula (risco maior que em outras regiões devido à vascularização precária — prevenção com monitoramento neurofisiológico rigoroso)
- Lesão de raízes nervosas (costelas associadas)
- Pneumotórax (perfuração do pulmão — especialmente em costotransversectomia, tratável)
- Instabilidade vertebral (indicação criteriosa de fusão)
- Fístula liquórica (fechamento cuidadoso)
✅ Conversamos previamente sobre:
- Risco específico da região torácica (maior que lombar ou cervical)
- Possibilidade de necessidade de fusão associada
- Importância da fisioterapia respiratória
⚖️ Tomada de decisão
🔹 Indicação criteriosa devido aos riscos específicos da região torácica
🔹 Costotransversectomia preferida para acessos laterais (menor manipulação medular)
🔹 Fusão frequentemente necessária devido à biomecânica torácica
🔹 Alternativas conservadoras são tentadas primeiro quando possível
🤝 Navegamos pela região mais delicada da coluna com precisão extrema para proteger a medula. Este conteúdo não substitui a consulta individual onde seu caso específico será discutido em detalhe.
