🎗️ Descompressão Medular em Metástase Vertebral
> "Abrindo espaço para a medula respirar quando o câncer comprime a coluna, preservando a função e a dignidade da mobilidade."
📋 O que é?
Cirurgia paliativa ou emergencial para remover tumores metastáticos que estão comprimindo a medula espinhal. O câncer (geralmente de mama, próstata, pulmão, rim ou mieloma) destrói o corpo vertebral e expande-se para dentro do canal, ameaçando causar paraplegia.
O procedimento visa preservar ou recuperar a função neurológica, aliviar dor e estabilizar a coluna contra colapso.
🎯 Quando é indicada?
🎗️ Compressão medular com déficits neurológicos progressivos (fraqueza nas pernas)
🎗️ Paraparesia ou paraplegia recente (potencial de recuperação se rápido)
🎗️ Dor incontrolável por compressão medular (após radioterapia ou quando não pode esperar)
🎗️ Instabilidade vertebral por destruição óssea tumoral
🎗️ Risco iminente de paralisia completa
🔧 Tipos de abordagem
🦴 Laminectomia Descompressiva com Estabilização Posterior Remoção do arco vertebral para descomprimir a medula + parafusos e hastes para estabilizar (a coluna metastática está instável).
🏗️ Corpectomia com Reconstrução Remoção do corpo vertebral destruído pelo tumor, substituição por cage ou enxerto + fixação.
🦴 Vertebroplastia/Cifoplastia Cimento ósseo injetado na vértebra (minimamente invasivo) para casos selecionados sem compressão medular severa.
☢️ Combinada com Radioterapia Cirurgia seguida de radioterapia adjuvante para controle tumoral local.
⚙️ Como funciona o procedimento?
1️⃣ Acesso Posterior: Incisão sobre a região afetada, exposição da coluna.
2️⃣ Remoção Tumoral: Laminectomia (remoção do arco) ou corpectomia (remoção do corpo vertebral) para retirar o tumor comprimindo a medula.
3️⃣ Descompressão: Liberação completa da medula espinhal.
4️⃣ Estabilização: Instrumentação com parafusos e hastes nos níveis acima e abaixo da lesão (frequentemente longa, 4-6 níveis).
5️⃣ Reconstrução: Se corpectomia, colocação de cage ou enxerto ósseo + cimento em alguns casos.
⏱️ Duração: 4 a 6 horas.
🌱 O que esperar da recuperação?
🏥 Internação: 5 a 14 dias.
🩺 Multidisciplinar: Oncologia, radioterapia, reabilitação integrados.
📅 Recuperação:
- Fisioterapia intensiva imediata
- Radioterapia geralmente iniciada 2-3 semanas após cirurgia
- Recuperação neurológica: variável, melhor se cirurgia precoce antes da paralisia completa
💼 Retorno às atividades: Muitos pacientes não retornam ao trabalho devido à doença oncológica sistêmica, mas a cirurgia permite autonomia e qualidade de vida.
🛡️ Sobre segurança e cuidados especiais
Cirurgia paliativa em pacientes oncológicos frágeis.
✅ Efeitos temporários:
- Dor pós-operatória significativa (controle rigoroso)
- Fadiga intensa
- Limitação de mobilidade inicial
✅ Nossa equipe está preparada para:
- Lesão da medula (rara com técnica cuidadosa)
- Falha da instrumentação (metástases osteolíticas podem não segurar parafusos bem)
- Não união (fusão lenta devido à radioterapia e doença)
- Trombose venosa profunda e embolia pulmonar (profilaxia rigorosa em pacientes oncológicos)
- Progressão tumoral sistêmica (acompanhamento oncológico contínuo)
✅ Conversamos previamente sobre:
- Natureza paliativa do procedimento (não cura o câncer, mas preserva função)
- Expectativas realistas de recuperação neurológica
- Importância da radioterapia adjuvante
- Prognóstico oncológico global
⚖️ Tomada de decisão
🔹 Indicada quando há potencial de preservação ou recuperação neurológica
🔹 Emergência quando há progressão rápida da fraqueza
🔹 Em pacientes com expectativa de vida muito curta (semanas), às vezes optamos apenas por radioterapia
🔹 A decisão envolve oncologista, radioterapeuta e neurocirurgião em conjunto
🤝 Preservamos a mobilidade e a autonomia nos momentos mais delicados da jornada oncológica. Este conteúdo não substitui a consulta individual onde seu caso específico será discutido em detalhe.
