❤️ Derivação Ventrículo-Atrial (DVA)

❤️ Derivação Ventrículo-Atrial (DVA)

> "Quando o abdômen não está disponível, criamos uma rota direta para o coração reabsorver o líquido cérebro-espinhal na corrente sanguínea."


📋 O que é?

Procedimento para tratamento da hidrocefalia quando a derivação para o peritônio (abdômen) não é possível ou falhou repetidamente. O cateter distal é inserido em uma veia do pescoço (geralmente jugular interna) e avançado até o átrio direito do coração.

O LCR (Líquor Céfalo-Raquidiano, líquido cérebro-espinhal) é drenado diretamente para a circulação sanguínea, onde é processado pelos rins e eliminado naturalmente.


🎯 Quando é indicada?

🎗️ Impossibilidade de derivação peritoneal (abdômese prévia, múltiplas cirurgias abdominais)

🎗️ Peritonite recorrente ou doença abdominal severa

🎗️ Pseudocisto abdominal recorrente após DVP

🎗️ Insuficiência cardíaca direita compensada (caso específico)

🎗️ Falha de múltiplas revisões de derivação peritoneal


🔧 Tipos de abordagem

⚙️ Válvula Programável Ajuste fino da pressão para otimização individual, minimizando complicações cardíacas.

⚖️ Válvula de Pressão Fixa Simplicidade mecânica quando o fluxo está bem estabelecido.

🩸 Com Reservatório (Ommaya) Permite punção para análise do LCR ou injeção de medicamentos quando necessário.


⚙️ Como funciona o procedimento?

1️⃣ Acesso Ventricular: Cateter inserido no ventrículo cerebral lateral (geralmente direito) através de pequena incisão e burr hole.

2️⃣ Dissecção Cervical: Acesso à veia jugular interna no pescoço.

3️⃣ Passagem do Cateter: Cateter avançado pela veia até o átrio direito do coração (posição confirmada por radioscopia).

4️⃣ Conexão: Válvula interligada entre o cateter ventricular e o atrial, geralmente posicionada atrás da orelha ou no pescoço.

5️⃣ Fechamento: Suturas em camadas, curativo protetor.

⏱️ Duração: 2 a 3 horas.


🌱 O que esperar da recuperação?

🏥 Internação: 5 a 7 dias (monitoramento cardíaco importante).

🩺 Acompanhamento cardíaco: ECG e ecocardiograma para verificar posição do cateter e função cardíaca.

📅 Recuperação:

  • Repouso inicial com cabeceira elevada
  • Atividades leves: 2 a 4 semanas
  • Retorno ao trabalho: 2 a 4 semanas
  • Acompanhamento cardiológico periódico

💊 Medicações: Possível necessidade de anticoagulantes profiláticos conforme avaliação.


🛡️ Sobre segurança e cuidados especiais

Procedimento com considerações cardiovasculares específicas.

Efeitos temporários:

  • Desconforto no pescoço e pescoço
  • Possíveis arritmias transitórias durante a adaptação
  • Fadiga leve inicial

Nossa equipe está preparada para:

  • Sepse (risco maior que na DVP devido à circulação sanguínea — cuidados rigorosos de assepsia)
  • Endocardite (rara, prevenida com antibióticos profiláticos)
  • Trombose venosa ou tromboembolismo pulmonar (monitoramento e profilaxia)
  • Falência cardíaca direita (rara, em pacientes com cardiopatia prévia)
  • Obstrução do cateter por trombo

Conversamos previamente sobre:

  • Necessidade de vigilância cardíaca de longo prazo
  • Riscos infecciosos específicos desta derivação
  • Cuidados especiais com higiene e procedimentos dentários (prevenção de endocardite)

⚖️ Tomada de decisão

🔹 Segunda linha após falha da derivação peritoneal

🔹 Contraindicada em insuficiência cardíaca descompensada severa

🔹 Requer avaliação cardíaca prévia cuidadosa

🔹 Em crianças pequenas, pode ser paliativa até que o peritônio esteja disponível


🤝 Quando o caminho abdominal está bloqueado, o coração oferece uma alternativa viável para drenagem do LCR. Este conteúdo não substitui a consulta individual onde seu caso específico será discutido em detalhe.