🦋 Craniectomia Suboccipital
> "Ampliando o espaço da caixa craniana posterior para que o cerebelo e o tronco encefálico respirem livres."
📋 O que é?
Cirurgia para remover a porção posterior do osso occipital (base do crânio) e frequentemente o arco superior da primeira vértebra cervical (C1), aumentando o espaço disponível na fossa posterior.
Indicada quando há compressão das estruturas vitais na parte de trás da cabeça (cerebelo, tronco encefálico), geralmente por tumores, malformação de Chiari ou edema severo.
🎯 Quando é indicada?
🎗️ Tumores da fossa posterior causando compressão do tronco encefálico
🎗️ Hidrocefalia obstrutiva (bloqueio do fluxo de LCR no quarto ventrículo)
🎗️ Malformação de Chiari (descenso das amígdalas cerebelares)
🎗️ Edema cerebral da fossa posterior que impede fechamento seguro após cirurgia de tumor
🎗️ Síndrome de compressão da jugular ou outras compressões vasculares
🔧 Tipos de abordagem
📍 Mediana (linha média) Acesso central, indicado para tumores do vermis, quarto ventrículo ou compressão central. Pode envolver C1.
📍 Lateral (paramediana) Acesso pelo lado, indicado para tumores do ângulo ponto-cerebelar (acústicos, meningiomas do petro).
🌊 Com duroplastia Abertura e ampliação da dura-máter com enxerto (pericárdio bovino ou sintético), criando "saco" expansível.
🦴 Com laminectomia de C1 Remoção do arco posterior do atlas (primeira vértebra) quando a compressão estende-se abaixo do crânio.
⚙️ Como funciona o procedimento?
1️⃣ Posicionamento: Paciente em posição de Concorde (sentado ou deitado de bruços com cabeça flexionada).
2️⃣ Acesso: Incisão vertical na nuca, dissecção muscular cuidadosa.
3️⃣ Remoção óssea: Craniectomia (não apenas craniotomia — osso não é recolocado) da região suboccipital.
4️⃣ Abertura dural: Incisão em Y ou U na dura-máter, visualização das estruturas nervosas.
5️⃣ Ampliação: Fechamento da dura com enxerto (duroplastia), criando espaço adicional.
⏱️ Duração: 2 a 4 horas (pode ser mais se associada a remoção de tumor).
🌱 O que esperar da recuperação?
🏥 Internação: 5 a 10 dias.
🧣 Imobilização: Geralmente sem colar cervical, mas posição de cabeça controlada.
🚶 Mobilização: Cuidadosa, evitando flexão forcada da cabeça.
📅 Recuperação:
- Atividades leves: 4 a 8 semanas
- Retorno ao trabalho: 2 a 4 meses
- Fisioterapia se houver déficits de equilíbrio ou coordenação
⚠️ Cuidados especiais: Proteção da nuca (evitar traumas diretos na área sem osso).
🛡️ Sobre segurança e cuidados especiais
Procedimento na transição crânio-espinal que exige precisão anatômica.
✅ Efeitos temporários:
- Dor na nuca e cervical (controlável)
- Tontura ou desequilíbrio leve (comum, melhora com reabilitação)
- Dor de cabeça posicional
✅ Nossa equipe está preparada para:
- Instabilidade occipitocervical (prevenção com preservação de ligamentos ou fusão posterior se necessário)
- Fístula liquórica (selamento rigoroso em camadas)
- Síndrome de cerebelite (inchaço transitório do cerebelo)
- Lesão de nervos cranianos (monitoramento neurofisiológico)
- Necessidade futura de fusão occipitocervical se houver instabilidade
✅ Conversamos previamente sobre:
- Risco de instabilidade cervical e sinais de alerta
- Necessidade de fisioterapia vestibular se houver tontura persistente
- Cuidados específicos com a ferida na nuca
⚖️ Tomada de decisão
🔹 Frequentemente associada à remoção de tumor da fossa posterior (craniectomia + tumorectomia)
🔹 Na malformação de Chiari, pode ser isolada ou com cauterização das amígdalas
🔹 A decisão de remover C1 depende da extensão da compressão abaixo do nível do foramen magno
🤝 Protegemos as estruturas mais vitais do sistema nervoso central. Este conteúdo não substitui a consulta individual onde o caso específico será discutido em detalhe.
